Tag: escritura privada
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18. Imortal
um diaolhando sem ajudaum sol que no seu brilhonão me iludao Talmudtalvez mudecomo um tao mudoe, à noite,desse dia triunfantepasso no vestibularpra hierofante e nessa beatitudenesse astralsentindo dor de dentede repenteaprendo de vezque sou imortal.
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17. Iara
1 tu não me deixasnadar em tuasmadeixas nuas teus pêlos sãolíquidas ruase pelos vãos de vosso corpo d´águadissolvo a mágoado coração. 2 serei a forçadessa sereiaformosa moçabeirando areia serei o cantoencanto ao longeser vosso prantoser vosso monge 3 invento ventosde tempestadesois nos conventosa majestade suave mãoteu leve toqueserei a luva imensidãodo mar o choqueserei a…
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16. Voor Mônica
I Ó lânguida Holandaque respiras lentateus invernos sem azuisde bruma cinzentacomo num blues pois são teus os ventosque acariciam lentosentre pálidos lumesa penugem do pássaro que flautada cor da ferrugemnesta noite alta. II Ó terra dos diquescom teus piratasnão quero que fiquesservindo de ninhoem tuas águas-espelhoscom que refratas os cabelos vermelhosdo meu passarinho:ela pássaro ruivoassistindo…
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15. O leão e o touro
O leão com a cabeleiraO touro no pastando o mundo
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03. Textos-terona
andei pensando ultimamente,enquanto ouço os passos mancosdo meio século que se aproxima,que a melhor poesia que já vivifoi há trinta e cinco anos,quando nela cria. A poiesis se esvai com a massa muscular,os hormônios, os dentes e a linha.Se o espírito da coisa já não me habita,é por não mais crer. regurgitei dia desses um…
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01. Vulcão
I Não pode um vulcãoa lava contereternamente, mesmo porqueo ser do vulcãoconsiste em negar a contenção: deixar a lava lavar– como lava a lágrima o olho –o coração. Não se pode escorrercomo escorre a lavaeternamente, pois o ser da lavaconsiste em tecero fio de pedra quando desaquece:quando tudo esquece(aparenta esquecer) o fundo da lavao poeta…