Category: Crônica
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44. De âncoras e amuletos
O que pode a âncora nessa modernidade pós-humana dos relacionamentos líquidos, nesse contexto movediço e precário onde sequer o fundo do mar oferece o chão e a solidez que antes nortearam as relações de todo tipo? Como atracar nesta anomia?Embora instável, movediça, as relações monogâmicas envolvem interesses que só o capital pode explicar, que já…
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21. Marzipã
Paco Rakonti
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11. Kamala e o Buda
¡Despierta. paloma!El alba despejacampanas de sombra. (…)Y esto es un cuchillo,(…)Y apenas cabe en la mano.pero que penetra fríopor las carnes asombradasy allí se para, en el sitiodonde tiembla enmarañadala oscura raíz del grito.(Bodas de Sangre. Garcia Lorca, 1933) No lusco fusco do amanhecer é que despertam os grandes amores. Como a noite que adormece,…
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07. Escuto, não pio, não cavo, nem tiro terra
É preciso prestar muita atenção nos sinais – ininterruptos, diga-se – que transformam as coisas banais do cotidiano em experiência numinosa. O sagrado, o mágico, a paz profunda e cheia de sentido das epifanias e metanoias, estão em toda parte e em cada ínfimo fragmento da realidade, à espera tão somente da nossa intensidade de…
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02. De pedras e atiradeiras
Uma pedrada que levei na têmpora direita quando passava por um terreno baldio, onde meninos de atiradeira tentavam acertar latas vazias, deixou marca – fora a fibrose que durou anos e a dor de cabeça que durou uma semana. Certas palavras, quando proferidas repetidamente, deixam ranhuras indeléveis na alma. Eu tinha onze, talvez menos, e…